Terapias

Na TEAR, acreditamos que a estimulação e a reabilitação das crianças, em especial daquelas com diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), deve ser feita de forma naturalística (usando contextos do dia-a-dia), afetiva, intensiva, precoce e com ampla participação da família, especialmente dos pais.

Seguindo toda a literatura científica atual não advogamos o uso de um único método, pois acreditamos que cada abordagem terapêutica tem suas vantagens e limitações. Para cada criança, a terapia será pensada a partir de um composto de técnicas advindas dos seguintes métodos:

ABA

Do inglês applied behavior analysis, a Análise Comportamental Aplicada (ABA) é uma terapia baseada na ciência da aprendizagem e do comportamento.

A análise do comportamento nos ajuda a entender:

  • Como o comportamento funciona
  • Como o comportamento é afetado pelo ambiente
  • Como ocorre o aprendizado

O objetivo da terapia ABA é aumentar comportamentos positivos ou úteis e diminuir comportamentos prejudiciais ou que afetam a aprendizagem, aumentando as habilidades de linguagem e comunicação; melhorando a atenção, o foco, as habilidades sociais, a memória e a aprendizagem; e diminuindo comportamentos problemáticos.

DIR/Floortime

Do inglês, Developmental, Individual DifferenceRelationship-based Model (DIR®/Floortime™), o modelo  trabalha o desenvolvimento da criança, atento a diferenças individuais e à importância do relacionamento das crianças com outras pessoas.  Esse método centra-se nas interações sociais, levando em consideração questões sensoriais subjacentes. O modelo DIR® baseia-se na tese de que a interação eficaz por meio de um relacionamento afetivo, seguro e acolhedor pode proporcionar crescimento cognitivo e emocional, mobilizando as capacidades de desenvolvimento da criança.

Desenvolvido por Stanley Greenspan, o cerne dessa abordagem é uma maneira sistemática de trabalhar com crianças para ajudá-las a subir “a escada” do desenvolvimento, que seria composta por 6 marcos:

  1. Auto-regulação e interesse no mundo
  2. Engajamento e relacionamento
  3. Comunicação proposital
  4. Comunicação complexa e resolução de problemas sociais
  5. Idéias emocionais
  6. Pensamento lógico

Modelo Denver (ESDM)

Do inglês (ESDM – Early Start Denver Model) ou Modelo Denver de Intervenção Precoce é direcionado para crianças com diagnostico de TEA ou alterações do desenvolvimento com idades entre 12 e 48 meses.  Pais e terapeutas usam brincadeiras como forma de construir relacionamentos positivos e motivadores para a criança. Por meio de atividades lúdicas e conjuntas, a criança é incentivada a aumentar a linguagem, as habilidades sociais e cognitivas.

É um modelo baseado no aprendizado e desenvolvimento normais da criança e focado na construção de relacionamentos positivos. O ensino de novas habilidades ocorre durante brincadeiras naturais e atividades cotidianas, usando o brincar para incentivar a interação e a comunicação.

A terapia ESDM pode ser usada em diferentes contextos: em casa, em uma clínica ou na escola. A terapia pode ser fornecida em ambientes de grupo e individualmente.

O envolvimento dos pais é uma parte essencial do programa ESDM. Os terapeutas devem explicar e modelar as estratégias que usam para que as famílias possam praticá-las em casa.

PLAY Project

Programa de intensivo de intervenção precoce conduzida pelos pais, no ambiente domiciliar, utilizando uma abordagem lúdica, naturalística e baseada no desenvolvimento normal. Voltado para crianças de 18 meses a 6 anos, envolve três etapas: (1) ensinar princípios, técnicas e  atividades aos pais; (2)  modelar a forma de brincar e (3) coaching dos pais ao longo da intervenção, através de vídeos.