TEAR

Ser criança é ter potencial de crescimento, evolução e adaptação. Desenvolver esse potencial integralmente e ver surgir o melhor de cada criança é nosso objetivo.

Nosso diferencial é oferecer uma análise sistemática e completa do desenvolvimento da criança, contemplando não apenas os fatores biológicos, mas também os aspectos emocionais e sociais na qual a criança está inseriada. Avaliamos as habilidades motoras, cognitivas, a linguagem e o comportamento social da criança, identificando suas dificuldades e pontos fortes. A partir daí, estabelecemos objetivos terapêuticos com a família e montamos um plano de tratamento individualizado, contemplando as necessidades da criança e as preferências e possibilidades de cada família. Ao longo de todo tratamento, mantemos supervisão médica continuada, com reavaliações periódicas do desenvolvimento da criança.

Nossa proposta

A TEAR é dedicada à avaliação e ao atendimento de crianças com atrasos do desenvolvimento neuropsicomotor. Oferecemos uma avaliação global e oferecemos um acompanhamento individualizado e permanente às famílias de crianças com transtornos do espectro do autismo (TEA) e outros transtornos do desenvolvimento cerebral, incluindo paralisia cerebral e síndromes genéticas.

Para crianças pequenas, com idade entre 6 e 42 meses, com suspeita, diagnóstico ou risco de atraso no desenvolvimento, orientamos os pais no uso de técnicas de Intervenção Precoce, permitindo que as próprias famílias possam se envolver diretamente na estimulação de aspectos motores, cognitivos, comunicativos e sócio-emocionais, respeitando a individualidade e o nível atual de desenvolvimento da criança.

São pilares do nosso atendimento:

    1. Compromisso com a família – nosso trabalho busca assegurar às famílias uma relação de confiança, transparência e parceria na reabilitação da criança.
    2. Confiança nos pais – acreditamos que o envolvimento e a participação da família são essenciais para um bom resultado da estimulação do desenvolvimento. Orientamos e capacitamos os pais para que utilizem situações do dia-a-dia como parte do processo de reabilitação.
    3. Supervisão médica – desde a avaliação inicial, passando pelo planejamento e acompanhamento da terapia, até a reavaliação dos resultados, nossa equipe está envolvida diretamente com seus pacientes. Caso a criança já tenha outros profissionais envolvidos no seu atendimento, temos o compromisso de dar feedback direto aos colegas, visando a uma comunicação mais efetiva de todos os envolvidos no cuidado do paciente
    4. Terapêuticas individualizadas – reconhecendo que cada criança é única, com diferentes pontos fortes e fracos, planejamos o tratamento de forma individual, lançando mão de abordagens terapêuticas distintas – todas com embasamento nas melhores evidências da literatura científica – para adequar a terapia à criança (e não o contrário).

Materiais

Quer saber um pouco mais sobre nossa forma de trabalhar? Leia alguns dos nossos materiais e entenda como trabalhamos com as famílias na estimulação das crianças.

ACHI: Nosso roteiro de desenvolvimento, utilizado para mapear o estágio atual de desenvolvimento da criança e acompanhar a evolução das competências e habilidades.

PRIMEIROS PASSOS: Algumas recomendações iniciais antes de colocar as mãos na massa.

TÉCNICAS: Uma pequena amostra do nosso manual para pais. 

PLANEJANDO A HORA DE BRINCAR: A preparação antecipada do ambiente e das atividades é essencial. 

FOCO NA CRIANÇA:  A cada encontro, trabalhamos técnicas, planejamos  atividades e, na semana seguinte, conferimos o feedback da família sobre o andamento da estimulação. 

Avaliação

O ponto inicial do trabalho é a realização de uma avaliação global da criança, desde a fase conceptiva, passando pelo período perinatal até o momento atual. A avaliação é geralmente realizada em 3 encontros:

1) Entrevista com a família. No primeiro encontro, conversamos sobre a história prévia da criança, avaliamos exames prévios, laudos de outros profissionais, relatórios escolares, revisamos vídeos com a família e identificamos as principais preocupações da família.

2) Exame da criança. A partir dos dados coletados na entrevista, planejamos uma sessão de avaliação clínica da criança. A avaliação utiliza uma série de brincadeiras e jogos, adequados à idade e ao nível de desenvolvimento da criança, a fim de capturar diferentes aspectos do seu comportamento, suas habilidades e dificuldades. Em alguns casos, recomendamos a aplicação de testes estruturados, como teste de Bayley ou ADOS. A família recebe um roteiro para avaliação e monitoramento do desenvolvimento da criança e identificação de potenciais objetivos do trabalho.

3) Devolução. No último encontro, reunimos novamente a família para comunicar os resultados da avaliação, incluindo eventuais diagnósticos, se houver. Apresentamos um plano terapêutico, incluindo as modalidades de tratamento indicadas, a intensidade do tratamento, o setting (casa ou clínica) e, quando possível, recomendamos profissionais ou locais de atendimento na região onde mora o paciente. Esta é também uma oportunidade para esclarecer dúvidas e conversar sobre o futuro e expectativas quanto ao desenvolvimento da criança.

Um parecer descritivo (laudo médico) é entregue às famílias para que seja encaminhado aos profissionais de reabilitação. Após 4 a 8 semanas, é feita uma primeira reavaliação, avaliando a satisfação da família com as terapias, solucionando as dúvidas e ajudando a(re)adequar o esquema terapêutico, se necessário. Durante todo o tratamento, mantemos contato direto com a equipe de reabilitação do paciente, ajudando a organizar o processo terapêutico.

Terapias

Na TEAR, acreditamos que a estimulação e a reabilitação das crianças, em especial daquelas com diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), deve ser feita de forma naturalística (usando contextos do dia-a-dia), afetiva, intensiva, precoce e com ampla participação da família, especialmente dos pais.

Seguindo toda a literatura científica atual não advogamos o uso de um único método, pois acreditamos que cada abordagem terapêutica tem suas vantagens e limitações. Para cada criança, a terapia será pensada a partir de um composto de técnicas advindas dos seguintes métodos:

ABA

Do inglês applied behavior analysis, a Análise Comportamental Aplicada (ABA) é uma terapia baseada na ciência da aprendizagem e do comportamento.

A análise do comportamento nos ajuda a entender:

  • Como o comportamento funciona
  • Como o comportamento é afetado pelo ambiente
  • Como ocorre o aprendizado

O objetivo da terapia ABA é aumentar comportamentos positivos ou úteis e diminuir comportamentos prejudiciais ou que afetam a aprendizagem, aumentando as habilidades de linguagem e comunicação; melhorando a atenção, o foco, as habilidades sociais, a memória e a aprendizagem; e diminuindo comportamentos problemáticos.

DIR/Floortime

Do inglês, Developmental, Individual DifferenceRelationship-based Model (DIR®/Floortime™), o modelo  trabalha o desenvolvimento da criança, atento a diferenças individuais e à importância do relacionamento das crianças com outras pessoas.  Esse método centra-se nas interações sociais, levando em consideração questões sensoriais subjacentes. O modelo DIR® baseia-se na tese de que a interação eficaz por meio de um relacionamento afetivo, seguro e acolhedor pode proporcionar crescimento cognitivo e emocional, mobilizando as capacidades de desenvolvimento da criança.

Desenvolvido por Stanley Greenspan, o cerne dessa abordagem é uma maneira sistemática de trabalhar com crianças para ajudá-las a subir “a escada” do desenvolvimento, que seria composta por 6 marcos:

  1. Auto-regulação e interesse no mundo
  2. Engajamento e relacionamento
  3. Comunicação proposital
  4. Comunicação complexa e resolução de problemas sociais
  5. Idéias emocionais
  6. Pensamento lógico

Modelo Denver (ESDM)

Do inglês (ESDM – Early Start Denver Model) ou Modelo Denver de Intervenção Precoce é direcionado para crianças com diagnostico de TEA ou alterações do desenvolvimento com idades entre 12 e 48 meses.  Pais e terapeutas usam brincadeiras como forma de construir relacionamentos positivos e motivadores para a criança. Por meio de atividades lúdicas e conjuntas, a criança é incentivada a aumentar a linguagem, as habilidades sociais e cognitivas.

É um modelo baseado no aprendizado e desenvolvimento normais da criança e focado na construção de relacionamentos positivos. O ensino de novas habilidades ocorre durante brincadeiras naturais e atividades cotidianas, usando o brincar para incentivar a interação e a comunicação.

A terapia ESDM pode ser usada em diferentes contextos: em casa, em uma clínica ou na escola. A terapia pode ser fornecida em ambientes de grupo e individualmente.

O envolvimento dos pais é uma parte essencial do programa ESDM. Os terapeutas devem explicar e modelar as estratégias que usam para que as famílias possam praticá-las em casa.

PLAY Project

Programa de intensivo de intervenção precoce conduzida pelos pais, no ambiente domiciliar, utilizando uma abordagem lúdica, naturalística e baseada no desenvolvimento normal. Voltado para crianças de 18 meses a 6 anos, envolve três etapas: (1) ensinar princípios, técnicas e  atividades aos pais; (2)  modelar a forma de brincar e (3) coaching dos pais ao longo da intervenção, através de vídeos.